terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sobre a minha vontade de ele...

Sorriso sacana,
Um tanto desesperado.

Esperei ansiosamente por uma dica,
Não um olhar ou um sorriso,
Esses eu já havia retribuído.

Queria uma coisa mais clara,
Ainda que não me agrade à obviedade.
Seus braços, suas mãos envoltos pelo corpo,
Presos em minhas costas.

E num suspiro, que acabasse o mundo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre pressa.

Tá com pressa? Passe.
Passe amores,
rancores,
alegrias,
tristezas,
amigos,
inimigos.
Passem todos, corram, andem, voem, mas passem se estiverem com pressa.
Não vou impedir a passagem dos apressados, que eles passem.
Passem enquanto eu tomo meu café,
saboreio meu chocolate,
bebo meu vinho,
assisto um filme,
danço uma música,
conto uma piada,
riu de uma queda,
choro de emoção,
tremo de amor,
cerro os dentes de raiva,
abraço forte,
faço um amigo,
enquanto eu calmamente aproveito o fato de poder sentir.
Amar quem não nos corresponde é criar expectativa baseada na imagem que temos do outro... e quando ela não é suprida, é fácil, o amor passa.

Olhe pra quem te quer bem.

No fim da noite, quando você deitar pra dormir, aquela pessoa não estará do seu lado... então, foda-se! (Thallyson Ranielle)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sobre eu tentando esquecer.

Olhando suas fotos eu lembro,
Lembro que o mundo era nosso,
Que não existia bem nem mal,
Que o mundo parecia pequeno,
Que os planos pareciam o presente,
Que o presente era pouco,
E no futuro a certeza do ‘nós’.
Lembro do meu coração batendo freneticamente,
Lembro do tempo parando com a distância,
E do tempo apressado com presença,
Lembro da saudade nos dias sem você,
E lembro das tantas emoções ao te ver.
Lembro de admirar seu sorriso (até hoje o mais lindo),
E de sonhar com seus olhos,
Lembro das tantas coisas diferentes entre nós,
E das poucas e boas semelhanças.
Lembro que eu errei com você,
E lembro da reciprocidade do ato.
Lembro que apesar de tudo eu só desejo o melhor,
E que eu esteja naquele capítulo do seu passado.

"Mas se for pra falar de algo bom, prefiro não falar de você" (parafraseando Charlie Brown Jr.)

Sobre promessas.

Tenho tentado cumprir as promessas, aquelas feitas à mim.
Aquelas de ficar bem e alcançar objetivos.
Aquelas de ajudar sem pensar em prejuízos.
Aquelas de procurar o amor e ter muitos amigos.
Aquelas de olhar nos olhos e arrancar sorrisos.
Aquelas de diversão sem perder juízo.
Aquelas de amar a todos e não esperar ser recíproco.
Aquelas de viver bem a minha vida, a meu modo, sem dar ouvidos aos falatórios e olhares alheios.

Sobre saudade.

Passei a noite chorando,
Não sei se pela incomensurável dor da ausência,
Ou pelo medo da indiferença.

Ainda é difícil me adaptar a vida sem você,
A existência parece-me dolorosa agora,
Respirar ainda é difícil desde aquele dia.

A ideia de ser só me apavora,
Mas pôr alguém para suprir sua falta é tão errado,
Ou parece equivocado, apressado e carente.

Tenho assustado algumas pessoas,
Evitando aproximação,
Tenho preferido iludir a ser iludida.

Mas fique em paz,
Ainda estou lutando,
E assim será,
Você me ensinou assim.

Será que o senhor lembra, pai?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

-Sanidade.

O que nós realmente fica quando alguém vai embora?
Venho questionando meus relacionamentos, não por serem errados ou estarem errados, mas simplesmente por serem... O que são, de verdade?

Eu amo minha mãe. FATO! Mas é além de incondicional?
Eu amo meu irmão. FATO! Mas eu o amaria se não fosse?
Eu amo meu pai. FATO! Mas é o suficiente para não esquecer, nunca?

Eu não amo porque..., eu amo porque amo. Isso já é uma grande coisa, eu sei. Mas será suficiente em outras relações? Ou circunstâncias?

E ai mora o perigo.


Quando alguém vai embora, que parte leva de nós?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sobre ADAPTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO.

     Olham-me com certo desprezo, só porque eu "abracei" o novo, que na verdade era o velho esquecido. Retificando-me, então: "o novo".
     Eles têm medo, receio de mudanças, mas os entendo, eu era assim...
     Revigorou-me a alma regozijar-me no que é bom e fora esquecido. Não com intenção de magoar, mas de "ensinar".
     Mostrar que adaptabilidade é uma virtude. A-D-A-P-T-A-B-I-L-I-D-A-D-E.
     Não posso me dividir, nem estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas tomando com palavra-chave: o tempo, aprende-se sobre administração do mesmo. A-D-M-I-N-I-S-T-R-A-Ç-Ã-O.
     Não será necessário escolher entre duas pessoas ou grupo de, por exemplo, se você conseguir se adaptar e administrar bem seu tempo para lidar com as situações adversas.
     De fato, não é fácil se adaptar e administrar certas situações, mas se você entra nelas sabendo de que é capaz... Já é parte do caminho andado.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Frases de caminhão

Certo dia, no projeto de biblioteca (3x3) da escola em que fiz o fundamental, encontrei um livro de Frases de Caminhão. Isso mesmo. Li algumas, mas até então nenhuma tinha chamado minha atenção, eis que leio: Se sua estrela não brilhar, não apague o brilho da minha. Chamou minha atenção pela sinceridade.
Foi mediante a sua ação de sorrir para mim, que abri os braços. Não o culpo pela educação, mas pela intenção. E o que faltou de intenção no sorriso havia no olhar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vai ficar tudo bem!

Caiu,
Ralou os joelhos, chorou como se fosse a pior dor que fosse sentir na vida
"Vai ficar tudo bem", disseram
E com um beijo perto do machucado fez passar a dor da criança.

Caiu,
Na cama por causa do namorado que a deixou, chorou como se fosse a pior que sentira na vida
"Vai ficar tudo bem", disseram
E com alguma paciência, arrumou-se um novo namorado para a menina.

Caiu,
Despediram-na do primeiro emprego, chorou como se fosse a pior dor que sentira na vida
"Vai ficar tudo bem", disseram
E com um pouco mais de estudo, um novo e melhor emprego encontrou, a moça.

Caiu,
Como alguém que... cai, pela idade incapacitada de certa liberdade e independência,
"Vai ficar tudo bem", disseram
E com o tempo que quase não tinha esperou, a senhora.

Ficou tudo bem.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

o.

Pareceu-me confuso,
Um tanto obscuro,
Seu corpo tenso,
Respiração ofegante.

Permaneceu calado,
Na penumbra,
Sentado num canto.
Olhar vazio,
Assustado, talvez.

Circundei seu corpo com os braços,
Por impulso,
Parecias com frio, ou precisado disso,
Correspondeu ao carinho,
Sorriu.

Dormiu nos meus braços.
Acordou.
Olhando pra mim, sorriu novamente,
Calado.
Não ousei questionar o ocorrido.

Pareceu-me melhor...

Diálogo -

Na escola que os filhos estudam, duas mães conversam enquanto esperam o horário da saída:

Mãe 1: Andei tanto hoje, fui no médico. Acordei 03h00m da manhã pra ser atendida logo.
Mãe 2: Mas médico é assim, se você não chega logo tem um fila horrível, tanta gente que dá vontade de desistir.
Mãe 1: Pois é, lá fica numa fila como daqui pro Centro, com mentira e tudo.

domingo, 9 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011


Papel de parede do PC, do celular, fundo do Twitter.

Desenho do ilustrador norte-americano Mark Ryden, que baseia seus desenhos num mundo fantástico.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pai coruja

Dorme bem, minha menina,
Descansa os olhos das misérias
E a alma das tristezas que virão.

A maldade no armário existe,
E estarei de pé, frente a ti,
Protegendo-te e apunhalando todos os monstros.

Guardarei teu sono,
Te esperando acordar,
Com a certeza que estarás segura.

Nos braços, acalentada,
Nas canções, ninada,
No berço, guardada.

Dorme bem, minha menina.

Letra segura no verso de fotografia

Sorrisos presos em posteres, imóveis.
Fixados num tempo retrocesso,
Beijos, abraços, amassos; recordados.
Um eu, que não reconhece realidade.
Na cólera de uma época de poucos amores,
Saudade torna-se trivialidade,
Agonia e angústia tomam seu lugar.

Virou paisagem, o belo olhar do moço.
Não se enxerga o que ele vê,
Não se sabe o que ele sente.
Nem se sabe quem é ele,
Nem ele sabe quem é.

Os tristes amores que teve , foram por hora esquecidos,
Aquele belo sorriso sufocou rancores antigos.
Por instantes perdido no flash que lhe apertou os olhos,
Afogou o desespero do passado cruel a que fora submetido.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre o que é verdade.

Da criança é o sorriso melado de doce, o abraço e o beijo grudento depois do pirulito.
Do pré-adolescente é o primeiro amor e a tristeza de não ser amado.
Do adolescente é a carteira de motorista e o primeiro namorado.
Do adulto é a conquista do primeiro emprego, o noivado e casamento, é o filho com a boca melada de doce.

Marshmallow's

Pequenos pedaços de felicidade, deliciosos pedacinhos de nuvens que se come com olhos fechados e um sorriso no canto da boca. Não, eu nunca comi nuvens, mas imagino que elas tenham esse gosto.
Diga que me ama,
Minta.
Faça-me rir,
Eu gosto.